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A Integridade da Pele do Paciente Internado

A integridade da pele do paciente internado

A pele é o maior órgão do corpo humano e tem um papel essencial na proteção do organismo, ajudando a nos defender de agressões externas, a regular a temperatura  e a manter o equilíbrio do corpo. Durante a internação, porém, essa barreira natural pode se tornar mais vulnerável, exigindo atenção redobrada das equipes assistenciais ao longo de toda a jornada do paciente.

Vale destacar que a integridade da pele do paciente internado está diretamente relacionada à qualidade do cuidado oferecido. Quando esse aspecto é negligenciado, podem surgir lesões cutâneas, dor, risco aumentado de infecções, atraso na recuperação e até prolongamento do tempo de internação. Por isso, investir em estratégias preventivas eficazes é fundamental para promover mais segurança, conforto e melhores desfechos clínicos. Continue a leitura para saber mais!

Por que o paciente internado está mais vulnerável a lesões de pele?

Durante a internação, diversos fatores podem contribuir para o comprometimento da integridade cutânea. Entre os principais estão a mobilidade reduzida, problemas e faltas nutricionais, alterações na perfusão tecidual e a exposição frequente à umidade.

Pacientes acamados ou com limitação de movimentos estão mais suscetíveis à pressão prolongada em determinadas áreas do corpo. Isso pode resultar em danos aos tecidos e no surgimento de lesões relacionadas à pressão.Além disso, populações como idosos e neonatos apresentam características fisiológicas que tornam a pele naturalmente mais frágil, com menor resistência mecânica e capacidade de regeneração reduzida.

Outro aspecto relevante é a exposição contínua a fatores irritantes, como exsudato de feridas já instaladas, urina, fezes e o uso repetido de curativos adesivos. Esses elementos favorecem a maceração, a inflamação e a ocorrência de escoriações, comprometendo de forma significativa a integridade da pele.

O impacto do exsudato na pele perilesional

O exsudato é um componente comum no processo de cicatrização de feridas, especialmente em lesões crônicas. No entanto, quando não manejado adequadamente, pode causar danos significativos à pele ao redor da lesão.

Além de água e proteínas, o exsudato pode conter enzimas e substâncias inflamatórias que, em contato prolongado com a pele íntegra e/ou perilesional, favorecem a maceração, o enfraquecimento da barreira cutânea e o atraso no processo de cicatrização de modo geral.

Assim, pensando nisso, proteger a pele adjacente e controlar a umidade local são medidas fundamentais para preservar o tecido saudável e favorecer a evolução da ferida.

Incontinência e danos cutâneos associados

A incontinência urinária e fecal é uma condição frequente em pacientes hospitalizados. Ela representa um importante fator de risco para alterações da integridade da pele, podendo ocasionar o desenvolvimento de dermatites, como a dermatite associada à incontinência, dermatite perineal e dermatite de fralda.

Isso acontece porque a exposição constante à umidade, aliada à ação de enzimas presentes na urina e nas fezes, provoca alterações no pH da pele, enfraquece sua função de barreira e aumenta a suscetibilidade a irritações, inflamações e lesões. Sem uma proteção adequada, a deterioração da pele pode ocorrer de forma rápida, causando desconforto significativo ao paciente.

A aderência de curativos e trauma cutâneo

Outro ponto crítico no cuidado com a pele do paciente internado é o uso recorrente de curativos adesivos. Dessa forma, a aplicação e remoção repetida desses materiais pode lesionar a camada córnea da epiderme, desencadeando processos inflamatórios, edema e dor.

Esse risco torna-se ainda maior em pacientes com pele frágil, como idosos e neonatos. Nesses casos, a remoção inadequada de adesivos pode causar danos consideráveis, retardar a cicatrização e comprometer a experiência do cuidado como um todo. Estratégias que reduzam o trauma mecânico são, portanto, essenciais na prática assistencial.

Cremes barreira: aliados na proteção da pele

Diante desses desafios, os cremes barreira desempenham um papel essencial na preservação da integridade da pele do paciente internado. Uma vez que essas soluções formam uma camada protetora sobre a pele íntegra. Elas ajudam a minimizar os efeitos nocivos da umidade, do exsudato, da incontinência e até mesmo da fricção associada ao uso de curativos e dispositivos.

Por isso, quando utilizados de forma adequada e inseridos em um plano de cuidado estruturado, os cremes barreira contribuem para a redução da maceração, da irritação e da dor, além de auxiliar na prevenção de lesões cutâneas e no manejo do eritema e das escoriações.

A importância de soluções com boa tolerabilidade cutânea

Na escolha dos produtos para o cuidado com a pele, é fundamental considerar a tolerabilidade e a composição das soluções utilizadas. Assim, cremes barreira desenvolvidos com ativos naturais podem oferecer benefícios adicionais, respeitando as funções fisiológicas da pele e contribuindo para o equilíbrio do microambiente cutâneo.

Essas soluções tendem a ser mais adequadas para peles sensíveis ou fragilizadas, promovendo conforto ao longo do uso contínuo e apoiando os processos naturais de reparação tecidual.

DCruz Saúde: apoio ao cuidado seguro e eficaz as instituições médico-hospitalares

A DCruz Saúde atua como parceira das instituições médico-hospitalares, oferecendo soluções que apoiam a prevenção e o tratamento de lesões cutâneas, com foco na segurança do paciente e na qualidade da assistência.

No nosso catálogo, é possível encontrar cremes barreira desenvolvidos para proteger a pele contra os danos causados por exsudato, incontinência e adesivos, como as soluções da linha Hycos TCI. Produtos como o HI Creme Protetor e o PSOtran auxiliam na proteção da pele, no equilíbrio do pH e na promoção de conforto e bem-estar ao paciente.

Afinal, cuidar da integridade da pele é cuidar da dignidade, da segurança e da recuperação do paciente internado. E investir em prevenção é um passo essencial para uma assistência mais humanizada e eficiente. Entre em contato com a nossa equipe para saber mais! 

Fontes:

https://proqualis.fiocruz.br/sites/proqualis.fiocruz.br/files/000002199LK8hU3.pdf

https://isgh.org.br/intranet/images/Servicos/Protocolos/protocolo_lesao_pele.pdf

https://scielo.isciii.es/scielo.php?pid=S1695-61412018000400689&script=sci_arttext&tlng=pt

https://ints.org.br/wp-content/uploads/2024/07/PR.ENF_.004-01-PREVENCAO-DE-LESAO-DE-PELE.pdf

DERMATITE ASSOCIADA À INCONTINÊNCIA EMPACIENTES PORTADORES DE DOENÇAS CRÔNICAS PDF – file:///C:/Users/PriscilaSousa/Downloads/admin,+Gerente+da+revista,+2.pdf

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