Infecção hospitalar é aquela adquirida durante a internação ou após a realização de procedimentos de saúde, que não estava presente – nem em período de incubação – no momento da admissão do paciente.
De acordo com o Ministério da Saúde, essas infecções podem se manifestar durante a internação ou até após a alta, desde que estejam relacionadas à assistência recebida. Elas são consideradas um evento adverso importante e um indicador direto da qualidade do cuidado prestado.
Quais são as principais causas da infecção hospitalar?
As infecções hospitalares são causadas principalmente pela transmissão de microrganismos em ambientes de assistência à saúde, especialmente em situações onde há falhas nos protocolos de prevenção.
Entre os principais fatores envolvidos estão:
- Contato indireto por meio das mãos dos profissionais de saúde;
- Uso de dispositivos invasivos, como cateteres e ventilação mecânica;
- Ambientes com alta circulação de pacientes e microrganismos;
- Falhas na higienização de superfícies e equipamentos.
Segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), muitos desses microrganismos são mais resistentes aos tratamentos, o que torna a prevenção ainda mais crítica dentro das instituições.
Quais são os tipos mais comuns de infecção hospitalar?
Os tipos mais comuns de infecções hospitalares estão associados a procedimentos específicos e ao estado clínico dos pacientes. Entre os principais, destacam-se:
- Infecções do trato urinário (geralmente associadas ao uso de sondas);
- Infecções da corrente sanguínea (frequentemente relacionadas a cateteres);
- Pneumonia associada à ventilação mecânica;
- Infecções do sítio cirúrgico.
Essas infecções são mais frequentes em pacientes com o sistema imunológico comprometido, internados por longos períodos ou submetidos a procedimentos invasivos.
Como prevenir a infecção hospitalar?
A prevenção da infecção hospitalar envolve um conjunto de práticas que devem ser seguidas de forma rigorosa por todos os profissionais de saúde.
Entre as principais medidas recomendadas pelo Ministério da Saúde e pela ANVISA estão:
- Higienização correta das mãos;
- Adoção de precauções padrão e de contato, incluindo uso de equipamentos de proteção individual (EPIs);
- Esterilização e desinfecção de materiais e superfícies;
- Programas de gerenciamento do uso de antimicrobianos
- Implementação de protocolos assistenciais e rotinas padronizadas de segurança do paciente.
Essas são algumas das ações obrigatórias e contínuas que fazem parte dos Programas de Controle de Infecções (PCIH) nas instituições de saúde no Brasil.
Por que a higienização das mãos é tão importante?
As mãos dos profissionais de saúde são um dos principais veículos de transmissão de microrganismos entre pacientes, superfícies e dispositivos assistenciais. Por isso, a higienização das mãos é a medida mais simples, eficaz e de maior impacto na prevenção das infecções hospitalares.
A prática correta, seja com água e sabão ou preparação alcoólica, reduz significativamente o risco de infecção cruzada.
Quais são os 5 momentos para higienização das mãos?
Nesse contexto, uma das diretrizes mais importantes é a aplicação dos “Cinco momentos para higienização das mãos”, que orientam quando essa prática deve ser realizada durante a assistência:
- Antes de trocar o paciente;
- Antes de realizar um procedimento limpo/asséptico;
- Após risco de exposição a fluidos corporais;
- Após tocar o paciente;
- Após trocar superfícies próximas ao paciente.
Segundo a ONU, até 70% das infecções hospitalares podem ser evitadas com a adoção adequada dessa prática, reforçando seu papel central na segurança do paciente.
Quais são os impactos da infecção hospitalar nas instituições de saúde?
As infecções hospitalares impactam diretamente a saúde dos pacientes e também a sustentabilidade das instituições de saúde, causando:
- Aumento da morbidade e mortalidade;
- Prolongamento do tempo de internação;
- Necessidade de tratamentos mais complexos;
- Elevação dos custos hospitalares;
- Risco de disseminação de microrganismos resistentes.
Por isso, o controle dessas infecções é considerado uma prioridade global quando falamos em saúde pública.
Qual é o papel das instituições na prevenção das infecções hospitalares?
As instituições de saúde têm papel fundamental na prevenção das infecções hospitalares, sendo responsáveis por garantir estrutura, protocolos e cultura de segurança adequados.
E isso inclui desde disponibilização de insumos para a higienização das mãos, treinamento contínuo das equipes, monitoramento de indicadores de infecção até o incentivo à adesão às boas práticas assistenciais.
Porque mais do que protocolos, é necessário promover uma cultura de conscientização, onde cada profissional entenda seu papel na segurança real do paciente.
A prevenção das infecções hospitalares começa na prática
Como vimos ao longo deste artigo, a infecção hospitalar é um desafio complexo, mas amplamente prevenível quando há compromisso com boas práticas assistenciais.
Nesse contexto, além da adoção de protocolos e da conscientização das equipes, a escolha das soluções utilizadas no dia a dia também exerce um papel importante. Produtos com alta eficácia antimicrobiana, aliados a sistemas de dispensação que garantem controle de dosagem e reduzem o contato, contribuem para uma higienização mais segura, prática e eficiente, favorecendo, inclusive, a adesão dos profissionais.
A DCruz Saúde apoia o setor da saúde com um portfólio completo voltado ao controle de infecções, reunindo soluções que aliam eficácia, cuidado com a pele e praticidade operacional.
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Fontes:
https://www.scielo.br/j/tce/a/d4FFrGX8Jm4MNDc5RpDFMjc/?format=pdf&lang=pt
https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/1998/prt2616_12_05_1998.html
https://bvsms.saude.gov.br/15-5-dia-nacional-do-controle-das-infeccoes-hospitalares-2025/
https://bvsms.saude.gov.br/15-5-dia-nacional-do-controle-das-infeccoes-hospitalares-7/